A importância das avaliações externas
As avaliações externas foram concebidas visando à busca de melhorias na educação, uma vez que diagnosticam se estudantes adquiriram habilidades e competências essenciais para o exercício da cidadania. Elas servem não só para ranquear escolas, mas também para avaliar e desenvolver políticas públicas e estratégias de intervenção pedagógica.
Avaliações externas são avaliações em larga escala, formuladas por agentes externos à escola e servem para avaliar o desempenho tanto da escola quanto de seus professores e estudantes. Estamos bastante familiarizados com avaliações externas públicas aplicadas no Brasil desde a década de 1990, como a Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), a Prova Brasil, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa), o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). Essas avaliações foram concebidas visando à busca de melhorias na educação, uma vez que diagnosticam se estudantes adquiriram habilidades e competências essenciais para o exercício da cidadania. Elas servem não só para ranquear escolas, mas também para avaliar e desenvolver políticas públicas e estratégias de intervenção pedagógica.
Inclusive, desencorajamos as interpretações associadas aos rankings que separam escolas “boas” de “ruins” de forma completamente descontextualizada. Os rankings, antes de tudo, deveriam servir como forma de troca de experiência e compartilhamento de boas práticas. É por meio de uma extensa análise de dados que esses bons exemplos podem ser estudados e adaptados a realidades locais (CRUZ, 2018). De forma análoga, avaliações externas podem ser aplicadas em instituições particulares para ajudar gestores e professores a incentivarem o desenvolvimento de seus estudantes e da escola. Elas auxiliam a orientação dos professores no processo de ensino aprendizagem. Ao analisar os resultados, as escolas podem fazer um diagnóstico de suas ações e buscar intervenções pedagógicas mais assertivas.
As provas internas são produzidas pela própria instituição, na maioria das vezes pelo próprio professor que ministra a disciplina. Isso pode gerar uma visão enviesada sobre o aprendizado de um conteúdo ou aquisição de uma habilidade, ou competência. Se o professor coloca um exercício já cobrado exatamente igual a um momento anterior, o estudante que acerta adquiriu aquele conhecimento ou memorizou a questão? Dificilmente conseguiremos precisar a qualidade do dado obtido na resolução desse exercício. Podemos considerar que avaliações externas possuem um diagnóstico mais profundo, diverso do aplicado cotidianamente. Conseguem, ainda, atribuir e avaliar quais seriam os conhecimentos esperados em determinada série.
A partir de seus resultados, os professores e gestores que se dedicarem a analisá-los conseguirão identificar os pontos fortes, problemas e dificuldades enfrentadas por seus estudantes, bem como por sua própria prática docente. Para tanto, devem analisá-los com olhar investigativo, refletir sobre as práticas educativas e sobre todo o processo de ensino e aprendizagem.
O desdobramento esperado é que a análise motive discussões entre a equipe pedagógica sobre a adoção de intervenções didáticas. Pode-se traçar metas, objetivos e resultados esperados, por exemplo. A partir da mensuração de onde estão, fica mais fácil estabelecer aonde se quer chegar. Não queremos dizer, contudo, que este olhar investigativo deve ser limitado às avaliações externas, cabendo também ser aplicado nas avaliações internas diagnósticas, formativas e somativas. A diferença incide na profundidade, distanciamento – e, por isso, menor subjetividade – e criticidade que as avaliações externas possuem.
Algumas avaliações externas, como é o caso da Avaliação Processual e Simulados Enem – Bernoulli, além de estarem isentos de olhares cotidianos de um contexto escolar específico, são soluções com matrizes próprias e corrigidas pela Teoria de Resposta ao Item – TRI. É importante destacar que uma escola dificilmente conseguiria uma correção pela TRI, uma vez que a efetividade desse método está diretamente relacionada ou a um número significativo de participantes e diverso ou a um banco de questões significativo com parâmetros já medidos.
A TRI, mesmo método utilizado pelo ENEM, por exemplo, mensura a proficiência dos estudantes em termos de conteúdos, habilidades e competências. As avaliações corrigidas pela TRI possibilitam uma análise da coerência dos estudantes diante a solução, considerando os acertos de fáceis a difíceis e reduzindo a importância de chutes em sua pontuação final, como consequência, é possível acompanhar o desempenho dos estudantes, seja observando sua evolução de uma série para a outra ou ao longo de um mesmo ano.
Uma tarefa que não faz parte do processo de avaliação em si, mas que deve ser um desdobramento do mesmo é a gestão de resultados, feita logo após a análise de dados. Os relatórios oferecidos no Meu Bernoulli são ótimos para auxiliar os professores e gestores na criação de intervenções pedagógicas.